São Francisco do Conde – Aspectos naturais

Ilha de Cajaíbas

IIha de Cajaíba:  A época mais marcante da história desta ilha se deu quando era propriedade do temido Barão de Cajaiba, considerado o mais cruel senhor de engenho de toda a Bahia. A casa grande, a senzala e o engenho em si, rodeados de palmeiras imperiais, estão preservados, e é possivel vê-los do outro lado da cidade.

( Acervo do projeto)

( Acervo do projeto)

( Acervo do projeto) Ilha de Cajaibas

( Acervo do projeto)
Ilha de Cajaibas

Ilha das Fontes

A Ilha das Fontes é  conhecida por suas fontes de água mineral,conserva ruínas de um antigo engenho pertencente a um grupo de lavradores, que dá livre acesso a visitantes.

( Acervo do projeto)

( Acervo do projeto)

Ilha Bimbarras

A Ilha Bimbarras é uma ilha  particular  e segundo informações   faz parte de um projeto de preservação da Mata Atlântica, habitat de várias espécies raras de pássaros. Nela existe uma fazenda voltada para a pecuária, o cultivo de árvores frutíferas e a maricultura.

( Acervo do projeto) Ilha de Bimbarras

( Acervo do projeto)
Ilha de Bimbarras

( Acervo do projeto)

( Acervo do projeto)

Antiga Escola Agricola

A primeira Escola Agrícola da America Latina, situada na localidade conhecida como São Bento das Lajes.
( Acervo do projeto)

( Acervo do projeto)

Imagens da beira do mangue na comunidade conhecida como São Bento das Lajes.

( Acervo do projeto)

( Acervo do projeto)

( Acervo do projeto)

( Acervo do projeto)

( Saindo do distrito de Santo Estevão, onde tem-se uma visão linda das  ilhas da redondeza, seguimos rumo as ilhas de Mª Guarda e Bimbarras).
Anúncios

São Francisco do Conde – Aspectos naturais

São Francisco do Conde encanta pela exuberância natural, pelos Engenhos e construções religiosas que compõem o potencial turístico da cidade. A Fazenda Engenho D’Água, por exemplo, é um conjunto arquitetônico datado do início do século XIX, constituído por casa grande, capela, casa dos trabalhadores, senzala e uma grande área de lazer. A propriedade que pertenceu por muitos anos à família Bulcão, origem dos três barões de São Francisco, hoje é aberta a visitação e eventos em geral como os corporativos religiosos, casamentos entre outros eventos.

Fazenda Engenho D´agua

( Acervo do projeto) Fazenda Engenho D´a gua

( Acervo do projeto)
Fazenda Engenho D´a gua

( Acervo do projeto)

( Acervo do projeto)

( Acervo do projeto)

( Acervo do projeto)

( Acervo do projeto)

( Acervo do projeto)

( A relação turistas x natureza  e a nova tradição da fazenda o Forró do Engenho. Nesse vídeo é possível ver uma paisagem exuberante de  boa parte da fazenda ).
( Utilizada como uma área exterior a casa, o espaço possibilita uma  proximidade com a natureza, além da pela paisagem  de muito verde ao redor).

Recôncavo Religioso

Algumas cidades do recôncavo formam o conjunto com maior peso cultural da Bahia onde ainda é possível encontrar resquícios da cultura afro já que a maior parte da população é de origem africana. As cidades abrigam ainda uma forte religiosidade ligada às histórias e costumes dos portugueses e escravos, a religião mais presente em São Francisco do Conde assim como em grande parte do Recôncavo Baiano é o catolicismo e predomina também o candomblé, mais da metade dos habitantes cultua alguma religião de matriz africana. A matriz africana vem dos tempos dos escravos, para contornar as proibições sofridas pelos senhores de engenho, os escravos começaram a disfarçar seus deuses com os Santos católicos. Esses Santos eram chamados de Orixás, os locais de adoração, equivalentes às igrejas católicas, eram os Terreiros. Apesar dos Portugueses não aceitarem os cultos e esse tipo de manifestação religiosa, jamais conseguiram eliminar orixás e terreiros, na Bahia eles conviveram e ainda convivem lado a lado com o Catolicismo. Existem no município de São Francisco do Conde 24 terreiros mapeados, a exemplo o Terreiro Onilê, Oní Araaiyê, ministrado pelo babalorixá Pai Tero entre outros. A cidade de São Francisco do Conde é rica em sobrados, igrejas e engenhos, construídos durante a administração portuguesa, um dos patrimônios histórico com grande valor artístico é o Convento de Santo Antonio tombado pelo IPAC 1936, nasceu da reivindicação dos moradores da Villa de São Francisco que solicitavam a construção de um convento franciscano. A Igreja Matriz de São Gonçalo  padroeiro da cidade,  é um dos mais belos templos da arte barroca, no seu interior se encontra uma das grandes contribuições da cultura luso-brasileira para o barroco, Igreja Nossa Senhora do Monte que fica situada no monte mais alto da região, em uma comunidade quilombola, a igreja não esta em funcionamento no momento, talvez pela sua visível estrutura em estado de reparos. Todas estão situadas dentro do município e em comunidades vizinhas.

A importância do Recôncavo religioso

No Recôncavo encontramos uma grande diversidade de atividades religiosas, a cultura expressa à grande diversidade étnico-racial do Recôncavo, lugar onde o Brasil nasceu e se forja com uma conjugação de povos e culturas, dominações socioeconômicas e culturais. No Recôncavo, existem alguns grupos formados por pessoas idosas, mas também por adolescentes que se fazem seguidores da cultura herdada pelos seus avôs, tios e pelos seus pais, com o objetivo de conservar, valorizar e divulgar esta cultura. Com relação às danças do Recôncavo poderemos destacar o Maculelê, o Samba de roda e outras manifestações como a capoeira, esse esporte representava a forma cultural encontrada pelos escravos para responder a forma de insubmissão e combater as demais violências sofridas, além de uma resistência escrava, era uma forma de identidade grupal, era uma maneira de manter viva a cultura negra. Hoje ela é uma manifestação tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como patrimônio imaterial do Brasil, candomblé, irmandades religiosas, a exemplo da Boa Morte em Cachoeira, todos esses atos revelam o forte sincretismo religioso existentes no Brasil, no qual cultos católicos são unidos aos de religiões africana.

A  Igreja em formato Octogonal da Fazenda, geralmente é utilizada para a realização de  casamentos e cerimônias religiosas.

( Acervo do projeto) Igreja em formato Octogonal - Fazenda Engenho D´Agua

( Acervo do projeto)
Igreja em formato Octogonal – Fazenda Engenho D´Agua

A pequena  paróquia da ilha  é a única da comunidade, as celebrações religiosa são  realizadas  semanalmente.

( Acervo do projeto)Igreja do padroeiro da Ilha do Patí - Ilha do Patí

( Acervo do projeto)
Igreja do padroeiro da Ilha do Patí – Ilha do Patí

 

A vice presidente  e também integrante do grupo Lindroamor Axé, destaca as tradições do grupo no video abaixo.

( A vice presidente do grupo  fala da preocupação  de preservar e  de manter as tradições do grupo).

( O  vídeo traz o depoimento do resgate das tradições antigas para  a reativação do grupo) .

Histórico São Francisco do Conde

A origem do município de São Francisco do Conde remonta à construção de um engenho, à foz do rio Sergipe atual Sergi – mirim, em terras de sesmaria concedidas por Mem de Sá a Fernão Rodrigues Castelo Branco, em 1561, e que por sua morte passaram a propriedade de sua filha D. Helena, casada com D. Fernando de Noronha, conde de Linhares.

Na primeira metade do século XVII, os frades franciscanos fundaram o primeiro convento no lugar denominado Marapé, a uma légua da povoação, mudando-se em 1629, para o local onde se encontra atualmente a cidade, em terrenos que lhes foram doados por Gaspar Pinto dos Reis e sua mulher. Por Carta Régia de 27 de dezembro de 1693, foi determinada a criação de vilas no Recôncavo Baiano, cabendo a D. João de Lancastre fundar, a 27 de novembro de 1697, a vila que tomou o nome do São Francisco da Barra de Sergipe do Conde, cuja instalação se verificou a 16 de fevereiro de 1698.

São Francisco de Conde teve assinalada participação nas lutas da independência. O Tenente-coronel Comandante Joaquim Inácio de Siqueira Bulcão, natural do Município e primeiro Barão de São Francisco, é mesmo cognominado “Patriarca da liberdade baiana”. No Município nasceu também Mário Augusto Teixeira de Freitas, idealizador e fundador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Segundo a divisão administrativa, vigente em 1º de janeiro de 1958, o município é composto de três distritos: São Francisco do Conde, Mataripe e Monte Recôncavo.

O município guarda um grande patrimônio cultural e uma diversidade de etnias presente no cotidiano da cidade. Sua biodiversidade é riquíssima e possui ainda grande parte da Mata Atlântica. A riqueza do passado se baseava na plantação de cana-de-açúcar que deram inicio ao desenvolvimento econômico da área, atualmente uma das principais é a extração e refino de petróleo RLAM (Refinaria Landulpho Alves Mataripe), homenagem ao engenheiro e político baiano que lutou para conquistar a causa do petróleo na Bahia. O município possui o maior Produto Interno Bruto por habitante segundo IBGE/2009. Dados do jornal O Globo (2011) revela que o mesmo destaca-se pela diversidade da cultura regional herdada do Império Português, e a gastronomia deixada pelos africanos e índios primeiros habitantes da região.

Destaca-se entre esses, o engenho de Cajaíba que foi o mais prospero da região na época. Hoje, a ilha de Cajaíba possui um acervo histórico e cultural muito importante. A casa grande, por exemplo, foi moradia de personagens como Men de Sá, Gabriel Soares e Barão de Cajaíba, este foi líder da Sabinada, importante luta histórica em prol da independência do Brasil. Deve-se destacar também, sua atuação em movimentos importantes de emancipação política no Brasil, como a Revolução dos Alfaiates (1798), Sabinada (1837) e Independência da Bahia (1823).

( O vídeo mostra prédios históricos no centro da cidade, como alguns casarões antigos e do ponto alto parte da igreja do  padroeiro).

     Foto centro da cidade

Foto da arquitetura antiga no centro da cidade.

( Acervo do projeto)

( Acervo do projeto)

Culinária Ilha do Patí – São Francisco do Conde

Na arte da cozinha, as influências dos antepassados, deixaram de herança que até hoje são pratos típicos na mesa dos baianos como o acarajé, o vatapá, o beiju entre outros. A culinária típica de São Francisco do Conde reserva pratos feitos com frutos do mar, tais como peixes, siri-mole, sururu, lambreta e outras delícias que podem ser degustadas em algumas partes da localidade, o destaque maior é para o peixe assado na folha de banana, o feijão fradinho e o feijão doce que são pratos que não faltam na mesa dos sanfranciscanos, e para completar tem os doces feitos das frutas tropicais da região como  doce de goiaba com coco, jenipapo e muitos outros.
Gastrônomia ilha do Pati( Acervo do projeto)

Gastrônomia ilha do Pati
( Acervo do projeto)

Gastrônomia Ilha do Paty (Acervo do projeto)

Gastrônomia Ilha do Patí
(Acervo do projeto)